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04 outubro 2011

22 anos,drogado e prostituido.



Ele esta ali, de olhos arregalados tentando controlar suas condolências.Tenta e tenta,mas o corpo não responde ao comando do cérebro.Chega a ser desesperador as tremedeiras, a fala rapinada que nunca,nunca acaba.Nunca.
Tenta se afugentar na mais alta bebida,nos cigarros com as fumaças mais intermináveis, tragadas de uma vez só.Ele vai de uma ponta a outra do corredor,tentando comunicação com vários,devido a sua incapacidade de conseguir,a nem um instante, se manter parado ou compenetrado à tudo.Aos pensamentos,a mente, o próprio corpo e principalmente a sua alma gritante,mas sempre presa.
Na cabeça,a dúvida se deverá ou não continuar.

Em um lado,sim.Pois essa adrenalina é uma coisa que o desperta interesse total.Talvez a única que o desperte interesse em qualquer coisa.Já em outro ele quer parar pois não pode se conter .... Sua frio, briga, incorpora tiques nervosos,e a dor de ser espancado no estômago,o ataca sempre que a lembrança do maldito sonegado por outros dados, para a miséria dele mesmo.Agora ele apenas espera mesmo que essa sensação maléfica passe, para que retorne a seu estado normal...
Todas as noites estão jogadas a luxúria,destinadas ao toques de desconhecidas e desconhecidos em seu corpo sempre assediado sem censuras ou inibições.É a criança da noite, trajando o corpo revestido de desenhos e rabiscos, pelas ruas e avenidas dessa cidade. Experimenta-se cada dia a mais,usando isso como uma saída pra não sentir a solidão fervendo as veias,como sua inútil válvula de escape.Só para camuflar a frustração de não sentir mais nada, nem prazer,nem vontade, nem a paz que tanto procura.
Percebendo que a muito tempo,seu estado de paz, encontra-se agora no conflito com o caos.Mas sendo usado e abusado pela noite,ele ao menos não paira somente na alucinação de fumar seu baseado ou usar seu doce. Ou qualquer que seja a adrenalina de sempre.
Após o entrelace de corpos,a troca de prazeres noturnos, o perfume forte da orgia continua impregnada na pele.Apesar dos vários banhos, sua alma nunca se lavava, nunca estava totalmente livre daquele cheiro.Acede seu singelo cigarro e lá se fica, em tragadas suaves relembrando a noite,sem nenhum sorriso no rosto.Na verdade,relembrando e sentindo o mesmo vazio e o mesmo nada de sempre.Só lembrando da noite.
Chega por um instante a cerrar os olhos baixos,delineados, que antes eram arregalados e curiosos,deixando-se vencer pelo cansaço e pela busca do sossego que tanto quer.Acaricia o rosto suavemente e com os olhos ainda cerrados, sente o toque do filtro do cigarro na boca,tragando pela última vez.
Descansa,respira intensamente e logo sente o sossego,a paz e a serenidade que não teve a vida toda.
Agora está em paz.
Agora pode ''viver''.
BART (IS) DEAD.

                  texto original de Isabella Cristiny ,
                  edição e continuação : eu mesma,caralho (: