30 setembro 2011
01 setembro 2011
A Visita
Vem me visitar de noite
Que hoje eu vou sonhar contigo
Teu sorriso é tão real
Dentro de um sonho antigo
Deixa a saudade entrar
Que ela já é de casa
Não vou mais me preocupar
Se você quiser, que faça
Mas já sei...
Sei que teu veneno é gostoso de tomar
É de acreditar
Que hoje é só mais um dia
Sei que há muito tempo eu cheguei a encontrar
Hoje não sei mais
Deixa eu mergulhar contigo
Que hoje eu vou sonhar contigo
Teu sorriso é tão real
Dentro de um sonho antigo
Deixa a saudade entrar
Que ela já é de casa
Não vou mais me preocupar
Se você quiser, que faça
Mas já sei...
Sei que teu veneno é gostoso de tomar
É de acreditar
Que hoje é só mais um dia
Sei que há muito tempo eu cheguei a encontrar
Hoje não sei mais
Deixa eu mergulhar contigo
O último - Tati Bernardi
Eu me descubro ainda mais feliz a cada pedaço seu e de tudo o que é seu. Eu amo tanto o seu banheiro com as combinações em verde e a chuva fina do chuveiro, que chorei essa manhã enquanto você tomava taffman-e e ouvia música eletrônica.
Às vezes você é tão bobo, e me faz sentir tão boba, que eu tenho pena de como o mundo era bobo antes da gente se conhecer.Eu queria assinar um contrato com Deus: se eu nunca mais olhar para homem nenhum no mundo, será que ele deixa você ficar comigo pra sempre?
Eu descobri que tentar não ser ingênua é a nossa maior ingenuidade, eu descobri que ser inteira não me dá medo porque ser inteira já é ser muito corajosa, eu descobri que vale a pena ficar três horas te olhando sentada num sofá mesmo que o dia esteja explodindo lá fora.
E quando já não sei mais o que sentir por você, eu respiro fundo perto da sua nuca, e começo a querer coisas que eu nem sabia que existiam.
Quando a gente foi ver o pôr-do-sol na Praça pôr-do-sol, eu, você e a Lolita, a minha cachorrinha mala, e a gente ficou abraçado, e a gente se achou brega demais, e a gente morreu de rir, eu senti um daqueles segundos de eternidade que tanto assustam o nosso coração acostumado com a fugacidade segura dos sentimentos superficiais.Eu olhei para você com aquela sua jaqueta que te deixa com tanta cara de homem e me senti tão ao lado de um homem, que eu tive vontade de ser a melhor mulher do mundo.E eu tive vontade de fazer ginástica, ler, ouvir todas as músicas legais do mundo, aprender a cozinhar, arrumar seu quarto, escrever um livro, ser mãe.
E aí eu só olhei pra bem longe, muito além daquele Sol, e todo o meu passado se pôs junto com ele. E eu senti a alma clarear enquanto o dia escurecia.
Eu te engoli e você é tão grande pra mim que eu dedico cada segundo do meu dia em te digerir. E eu não tenho mais fome, e eu tenho que ter fome porque eu não quero você namorando uma magrela. E eu sonhei com você e acordei com você, e eu te olhei e falei que eu estava muito magrela, e você me mandou dormir mais, e me abraçou.
Eu preciso disfarçar que não paro mais de rir, mas aí olho pra você e você também está sempre rindo. Se isso não for o motivo para a gente nascer, já não entendo mais nada desse mundo.
E eu tento, ainda refém de algumas células rodriguianas que vez ou outra me invadem, tentar achar defeito na gente, tentar estragar tudo com alguma sujeira.
Mas você me deu preguiça da velha tática de fuga, você me fez dormir um cd inteiro na rede e quando eu acordei o mundo inteiro estava azul.
Engraçado como eu não sei dizer o que eu quero fazer porque nada me parece mais divertido do que simplesmente estar fazendo. Ainda que a gente não esteja fazendo nada.
Eu, que sempre quis desfilar com a minha alegria para provar ao mundo que eu era feliz, só quero me esconder de tudo ao seu lado.
Eu limpei minhas mensagens, eu deletei meus e-mails, eu matei meus recados, eu estrangulei minhas esperas, eu arregacei as minhas mangas e deixei morrer quem estava embaixo delas. Eu risquei de vez as opções do meu caderninho, eu espremi a água escura do meu coração e ele se inchou de ar limpo, como uma esponja. Uma esponja rosa porque você me transformou numa menina cor-de-rosa.
Você me transformou no eufemismo de mim mesma, me fez sentir a menina com uma flor daquele poema, suavizou meu soco, amoleceu minha marcha e transformou minha dureza em dança. Você quebrou minhas pernas, me fez comprar um vestido cheio de rendas e babados, tirou as pedras da minha mão. Você diz que me quer com todas as minhas vírgulas, eu te quero como meu ponto final.
O Bordel
Ela se perdia.
Perdia a sanidade,as fraquezas,os medos e as incertezas que outrora pareciam tão presentes.Seu corpo quase despido estava imerso em melodia.. tão suave.Movia-se com tal sensualidade que ele jamais imaginava descobrir através de suas vestes,sua prepotência,seu orgulo e sua fé...Os cabelos eram, como ondas, naturalmente leves e soltos combinando com sua alma.Rodopiando e acompanhando o corpo esquio e proporcional, naquele lustra imiluminado que só reluzia seu brilho.
Apesar do ambiente, das vestimentas (ou falta delas) e da desesperada situação de dançar por dinheiro,seus olhos em momento algum transmitiram vulgaridade.Seus olhos eram como portas pra alma e embora muitos a olhassem,poucos reparavam em seus olhos,que gitavam por além de uma boa noite de sono,por respeiro e uma dose de compreensão.
Não demorou muito para ela notar sua presença e muito manos para reconheçer-lhe de outos carnavais.Ao encontar seu olhar, corou.Coração foi a mil e a insegurança havia voltado a lhe perseguir...E a essa altura, os olhos desviavam com tal frequência,procurando desesperadamente outro foco,evitando um maior constrangimento.
Ele fez-se de indiferente e pretendeu manter-se assim, apesar de os olhos tremerem e se sentir-sem intensamente atraidos pelos dela,mesmo sendo seu olhar de cantinho de olho,calado e estranhamente curioso.Não pode se conter.Comtemplou-a descaradamente como um menino pobre a comtenplr um brinquedo caro na vitrine.Os olhos fuzilavam e percorriam seu rosto, corpo e expressão tão desesperadamente.
A vista dela congelou a ver sua admiração obsessiva e tímida, porém nada contida.Baixou a vista como reflexo inicial, mas passou aos poucos, a encarar-lhe com certa instigãção e as poucos foi perdendo a insegurança, o medo da descoberta (já feita).Sintiu a firmeza nos olhos do rapaz.Não era aquela vontade sexual, apesar de toda a tensão no local...era tudo, menos isso.
Ao fim da noite, ele retornou a sua casa e ela voltou ao apartamento.
Sentiram o mesmo sentimento e compartilharam no olhar algo que seria anormal partilhar naquele momento e muito menos naquele local.
Foi amor.
E na outra noite eles se amaram em silêncio e entreolhares,e na outra noite também, e na outra e na outra e na outra...
ingrid nobre.
Perdia a sanidade,as fraquezas,os medos e as incertezas que outrora pareciam tão presentes.Seu corpo quase despido estava imerso em melodia.. tão suave.Movia-se com tal sensualidade que ele jamais imaginava descobrir através de suas vestes,sua prepotência,seu orgulo e sua fé...Os cabelos eram, como ondas, naturalmente leves e soltos combinando com sua alma.Rodopiando e acompanhando o corpo esquio e proporcional, naquele lustra imiluminado que só reluzia seu brilho.
Apesar do ambiente, das vestimentas (ou falta delas) e da desesperada situação de dançar por dinheiro,seus olhos em momento algum transmitiram vulgaridade.Seus olhos eram como portas pra alma e embora muitos a olhassem,poucos reparavam em seus olhos,que gitavam por além de uma boa noite de sono,por respeiro e uma dose de compreensão.
Não demorou muito para ela notar sua presença e muito manos para reconheçer-lhe de outos carnavais.Ao encontar seu olhar, corou.Coração foi a mil e a insegurança havia voltado a lhe perseguir...E a essa altura, os olhos desviavam com tal frequência,procurando desesperadamente outro foco,evitando um maior constrangimento.
Ele fez-se de indiferente e pretendeu manter-se assim, apesar de os olhos tremerem e se sentir-sem intensamente atraidos pelos dela,mesmo sendo seu olhar de cantinho de olho,calado e estranhamente curioso.Não pode se conter.Comtemplou-a descaradamente como um menino pobre a comtenplr um brinquedo caro na vitrine.Os olhos fuzilavam e percorriam seu rosto, corpo e expressão tão desesperadamente.
A vista dela congelou a ver sua admiração obsessiva e tímida, porém nada contida.Baixou a vista como reflexo inicial, mas passou aos poucos, a encarar-lhe com certa instigãção e as poucos foi perdendo a insegurança, o medo da descoberta (já feita).Sintiu a firmeza nos olhos do rapaz.Não era aquela vontade sexual, apesar de toda a tensão no local...era tudo, menos isso.
Ao fim da noite, ele retornou a sua casa e ela voltou ao apartamento.
Sentiram o mesmo sentimento e compartilharam no olhar algo que seria anormal partilhar naquele momento e muito menos naquele local.
Foi amor.
E na outra noite eles se amaram em silêncio e entreolhares,e na outra noite também, e na outra e na outra e na outra...
ingrid nobre.
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